A maternidade e as culpas: Você é uma boa mãe!

Bom dia!

Esse texto eu vou colocar em “Letras”, pois ele é de minha autoria, baseado na minha experiência materna.

“A maternidade e as culpas: Você é uma boa mãe!”.

Quando nos tornamos mães, descobrimos com a vivência que aquilo que considerávamos difícil é muito mais complexo na prática. Temos atitudes que antes considerávamos inadequadas. Reconsideramos posições e estratégias. Mudamos o caminho. Diversificamos. Tudo aquilo que pensávamos teórica e abstratamente na nossa trajetória sem filhos, mesmo com a consciência dos obstáculos e adversidades, tornam-se um grande desafio.

Sabem aquelas frases clichês que vemos muitas pessoas usarem?

  • “Se fosse MEU FILHO, jamais deixaria que dormisse na cama comigo”.
  • “Se fosse meu filho só apresentaria comida orgânica e natural”
  • “Terei um parto normal. Esse é o certo”
  • “Farei cesárea. Esse é o certo”.
  • “Vou amamentar só até 01 ano. Esse é o certo.”
  • “Vou parar de trabalhar para cuidar do meu filho, ele vai sentir a minha falta no cotidiano”.
  • “Não vou parar de trabalhar, ele precisa ser independente”.
  • “Meu filho JAMAIS vai fazer birra no shopping”.

Esses são vários exemplos (e eu poderia ficar aqui narrando vários) sobre como imaginamos a maternidade e que depois que nos tornamos mães essas teorizações parecem desmoronar. Ou por que você queria parto normal, mas você não teve possibilidade. Ou por que você achou que amamentaria até 01 ano e seu filho tem 02 anos e você ainda amamenta (o que eu acho super válido, aliás).

Muitas vezes nos sentimos pressionadas a não errar. Queremos ser absolutamente perfeitas para as nossas crias.

Gostaria de lembra-la querida leitora, que você não é de ferro. Que você é falível. Que a criança também tem pai (a não ser que você tenha feito a opção de ser mãe solteira e quantas não fazem essa opção e mesmo assim são). Que você tem necessidades próprias. Que você precisa cuidar de você. Que seu filho só será feliz se você também for. Que você é um ser humano. Que como você cuida tanto, de vez em quando você quer ser cuidada também

Aprenda a se perdoar. Caso você não esteja tendo um “faniquito de mãe desesperada querendo ser perfeita”, caso você tenha feito algo errado de fato, é o momento de se perdoar. De não perder a linha. De rever alguma posição e tentar fazer diferente no dia seguinte. Amanhã é um novo dia. Se você tentou no dia seguinte e mesmo assim ainda não deu certo, amanhã é um novo dia de novo.

O que seu filho mais precisa é se sentir amado, protegido, amparado. Amor nunca é demais, não a meu ver. Sentimentos ruins que são demais.

A preocupação é um sinal claro e evidente que você ama seu filho. Você é uma boa mãe. Mais do que não deixar outras pessoas dizerem o contrário, você mesma precisa acreditar realmente nisso. Os outros são sempre os outros. O julgamento existe e é fato. Não interessa. Você é uma boa mãe. Ponto final.

Pegue suas culpas, irreais ou reais e jogue-as fora no lixo. Trabalhe no concreto. Afinal, você é uma boa mãe. Culpa para quê? Você é um ser humano lembra? Aquela pessoa que não é de ferro…pois é! Não esqueça.

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Essa imagem eu achei no blog “Senta que lá vem História – Universo Materno” e achei muito pertinente com o nosso tema!

Um beijo da sua amiga mãe, Bruna.

PS: Gostaram do meu texto? Querem compartilhar comigo alguma experiência materna? Querem falar sobre algum assunto? Deixe seu recado! “VAI TER MÃE SIM!” 😉

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Publicado por

brunabonfeld

Sou leitora, estudante de História, mãe, esposa, filha, amiga, admiradora de Psicologia, amante de artes no geral e de comida. A ordem de importância não está em ordem :)

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