Sobre “Ligações Perigosas” e alguns esclarecimentos sobre violência contra a mulher

Boa tarde!

Hoje é o último dia da minissérie de 10 capítulos da Rede Globo, Ligações Perigosas, que é baseado em um clássico literário francês de um drama histórico, “As ligações perigosas”. Também teve um filme de de 1988, ou seja, conta uma realidade social de final do século XX.

O objetivo desta resenha não é falar sobre o filme, ou sobre as peculiaridades da minissérie (que por sinal estou adorando, foi muito bem produzida e tem um elenco incrível), mas sim debater um pouco sobre uma questão muito em voga nos últimos tempos no Brasil, que é a violência contra a mulher. E você quer saber o que eu posso retirar disso da minissérie Ligações Perigosas? Prossiga a leitura.

Contextualizando uma realidade… no caso da minissérie temos uma sociedade brasileira de início do século XX, ambientada em Vila Nova, no litoral paulista.

Cecília é uma menina típica de uma classe média alta. Educada em um convento, Cecília passa grande parte da sua vida lá, mas sai para casar obrigada pela mãe, Yolanda, com Heitor, um homem muito mais velho, porém bem sucedido, que sua mãe considera ser um bom partido para ela.

Tendo em vista só o parágrafo acima devemos considerar que uma menina criada em um convento, no início do século XX no Brasil, por mais que tenha saído de lá na adolescência, é, na realidade, uma criança. Obviamente seus conhecimentos a cerca de sexualidade, relações, romances e afins não era muito vasto, ficando apenas no âmbito da imaginação.

Sua tia Isabel, uma mulher rica, poderosa, era amante de Heitor e fica furiosa ao se ver trocada por uma menina mais nova. Para se vingar e atingir seu ex-amante, ela resolve usar Cecília, para Heitor não se casar com uma menina “casta”, para ele não ter essa satisfação. Com esse intuito, primeiramente ela usa Felipe, um jovem rapaz professor de música, para se aproximar de Cecília e fazer com que a menina se apaixone. Objetivo concluído. Ao perceber que os dois se restringem ao sentimento puro do romance juvenil da época, Isabel pede ajuda de Augusto, um bon vivant, que também é seu amante, para seduzir e desvirginar Cecília.

Vamos chegar a cena de debate: Augusto adentra o quarto de Cecília enquanto a menina dorme, para entregar cartas de Felipe. A menina acorda e se prepara para responder ao amado. Enquanto ela escreve, Augusto passa a mão em seu corpo. A menina se assusta e diz que vai gritar e chamar pela mãe. Augusto responde que não será de bom tom uma menina noiva receber um homem em seu quarto na calada da noite. Cecília pede para ele ir embora, ele diz que só irá se conseguir um beijo, afirmando que ensinará a menina a beijar, pois ele não se vê satisfeito com um rápido selinho que Cecília lhe dá. Os dois se beijam. Primeiro ele a beija e depois ela o beija repetindo o manual ensinado. Ele pede para ele ir embora e ele não vai. Joga a menina na cama e tampa sua boca. Ele começa o ato sexual. A menina começa a chorar. Ele pergunta se ele a está machucando e ela responde que não, coagida. Ele diz: “Você sabe que a última coisa que eu quero é te machucar”. Cecília concede e ao final da cena demonstra estar sentindo prazer.

E aí começamos a nossa discussão em si… os telespectadores em geral se concentram na parte “ela sentiu prazer” e parecem ignorar todo o resto da cena, que incluem um homem mais velho assediando uma menor, este homem a assustando, a chantageando e usando de força bruta para fazê-la ceder. E as pessoas se concentram na parte do “ela sentiu prazer”.

Gostaria de voltar na questão que Cecília NÃO SABIA O QUE IA ACONTECER. E nem o que estava ACONTECENDO. Ela estava absolutamente perdida diante da situação por sua inexperiência. Foi francamente manipulada durante várias cenas pela tia e pelo próprio abusador. O fato de ela ter sentindo prazer ao final, não anula todo o resto e a forma como foi feito. E outra: Por que as pessoas no geral teriam mais prazer em vê-la sofrer no ato? Já não basta todo o conteúdo? Uma menina (menina mesmo), obrigada a casar com um homem muito mais velho, manipulada pela tia, e abusada por um homem.

No decorrer dos capítulos Cecília começa a se “aproveitar” dessas situações com Augusto para virar mais mulher e realmente gosta. Inclusive a tia começa a perceber um padrão no comportamento da menina: de tímida, para ousada. De inocente, para esperta. É absolutamente natural que uma situação como aquela a modificasse plenamente.

O que precisamos parar para pensar e é essa a minha intenção com esse texto é sobre algo chamado naturalização da violência. E o quanto nós, seres humanos, estamos acostumados a julgar mulheres quando a culpa não é delas. Cecília nesse caso é vítima e se aproximando do último capítulo ela percebe o quanto sua tia a envenenou e manipulou.

Não precisamos nos considerar “feministas” para pensar meramente sobre um assunto como esse, mas podemos pensar o quanto o feminismo é importante justamente para debatermos esses assuntos de forma embasada.

Precisava escrever esse texto. Augusto não a seduziu, como inclusive vinhetas da minissérie escreveram. Ele a estuprou. Ponto final.

Apesar de não estar dentro do tema discutido, gostaria de ressaltar a brilhante interpretação da atriz Marjorie Estiano (Mariana), a amante de Augusto por quem ele realmente se apaixona.

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Informações finais:

Cecília – Alice Wegmann.

Iolanda – Lavínia Pannunzio.

Heitor – Leopoldo Pacheco

Isabel – A gloriosa Patrícia Pillar

Felipe – Jesuíta Barbosa

Augusto – O glorioso Selton Mello

 

A maternidade e as culpas: Você é uma boa mãe!

Bom dia!

Esse texto eu vou colocar em “Letras”, pois ele é de minha autoria, baseado na minha experiência materna.

“A maternidade e as culpas: Você é uma boa mãe!”.

Quando nos tornamos mães, descobrimos com a vivência que aquilo que considerávamos difícil é muito mais complexo na prática. Temos atitudes que antes considerávamos inadequadas. Reconsideramos posições e estratégias. Mudamos o caminho. Diversificamos. Tudo aquilo que pensávamos teórica e abstratamente na nossa trajetória sem filhos, mesmo com a consciência dos obstáculos e adversidades, tornam-se um grande desafio.

Sabem aquelas frases clichês que vemos muitas pessoas usarem?

  • “Se fosse MEU FILHO, jamais deixaria que dormisse na cama comigo”.
  • “Se fosse meu filho só apresentaria comida orgânica e natural”
  • “Terei um parto normal. Esse é o certo”
  • “Farei cesárea. Esse é o certo”.
  • “Vou amamentar só até 01 ano. Esse é o certo.”
  • “Vou parar de trabalhar para cuidar do meu filho, ele vai sentir a minha falta no cotidiano”.
  • “Não vou parar de trabalhar, ele precisa ser independente”.
  • “Meu filho JAMAIS vai fazer birra no shopping”.

Esses são vários exemplos (e eu poderia ficar aqui narrando vários) sobre como imaginamos a maternidade e que depois que nos tornamos mães essas teorizações parecem desmoronar. Ou por que você queria parto normal, mas você não teve possibilidade. Ou por que você achou que amamentaria até 01 ano e seu filho tem 02 anos e você ainda amamenta (o que eu acho super válido, aliás).

Muitas vezes nos sentimos pressionadas a não errar. Queremos ser absolutamente perfeitas para as nossas crias.

Gostaria de lembra-la querida leitora, que você não é de ferro. Que você é falível. Que a criança também tem pai (a não ser que você tenha feito a opção de ser mãe solteira e quantas não fazem essa opção e mesmo assim são). Que você tem necessidades próprias. Que você precisa cuidar de você. Que seu filho só será feliz se você também for. Que você é um ser humano. Que como você cuida tanto, de vez em quando você quer ser cuidada também

Aprenda a se perdoar. Caso você não esteja tendo um “faniquito de mãe desesperada querendo ser perfeita”, caso você tenha feito algo errado de fato, é o momento de se perdoar. De não perder a linha. De rever alguma posição e tentar fazer diferente no dia seguinte. Amanhã é um novo dia. Se você tentou no dia seguinte e mesmo assim ainda não deu certo, amanhã é um novo dia de novo.

O que seu filho mais precisa é se sentir amado, protegido, amparado. Amor nunca é demais, não a meu ver. Sentimentos ruins que são demais.

A preocupação é um sinal claro e evidente que você ama seu filho. Você é uma boa mãe. Mais do que não deixar outras pessoas dizerem o contrário, você mesma precisa acreditar realmente nisso. Os outros são sempre os outros. O julgamento existe e é fato. Não interessa. Você é uma boa mãe. Ponto final.

Pegue suas culpas, irreais ou reais e jogue-as fora no lixo. Trabalhe no concreto. Afinal, você é uma boa mãe. Culpa para quê? Você é um ser humano lembra? Aquela pessoa que não é de ferro…pois é! Não esqueça.

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Essa imagem eu achei no blog “Senta que lá vem História – Universo Materno” e achei muito pertinente com o nosso tema!

Um beijo da sua amiga mãe, Bruna.

PS: Gostaram do meu texto? Querem compartilhar comigo alguma experiência materna? Querem falar sobre algum assunto? Deixe seu recado! “VAI TER MÃE SIM!” 😉

Os números de 2015

Bom dia meus queridos amigos e quem sabe leitores (rs). Esses são os números e as marcas que o blog alcançou no ano de sua estréia, 2015. Acho muito justo compartilhar essa informação com vocês, pois fiquei surpresa com alguns tópicos. Não sabia que o blog tinha recebido esse feedback, que para a estréia, achei tão positivo.

Apesar de algumas pausas no percurso, gostaria de agradecer a todos que dedicaram um tempinho do seu dia para ler alguma opinião desta mera cidadã, mãe e pessoa do Brasil. RsRsRs

Algo que me chamou a atenção, é que os posts mais acessados e lidos foram os relacionados a culinária. Isso tem muito a dizer da forma como estou escrevendo esses posts e como também estou escrevendo os posts das outras categorias (Letras e Artes).

Quem quiser deixar sua dica, comentário, crítica ou sugestão, pode me escrever, que lerei com o maior carinho!

Espero que em 2016 estejamos mais juntinhos!

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 830 vezes em 2015. Se fosse um bonde, eram precisas 14 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Franguinho colorido – As crianças vão amar! #nacozinha

Boa noite povo bonito!

Fazia um tempo que eu não aparecia por aqui com a categoria “Panelas” e isso é muito mais por falta de tempo do que de vontade.

Essa semana eu estava pensando em uma comidinha rápida e prática para o meu Francisco, de 01 ano e 09 meses, justamente por que sou uma estudante/mãe/esposa/pessoa (entre outros) que precisa otimizar o tempo.

Abri a geladeira e vi que tinha:

01 – frango de padaria já desfiado pela minha amada vovó (valeu bisa!).

02 – 01 batata.

03 – 01 cenoura.

04 – 01 pimentão verde pequeno.

05 – folhinhas de hortelã.

06 – 01 cebola.

07 – 01 tomate

Perguntei para a vovó Cleydinha, ou bisa Cleydinha, o que ela sugeria fazer com esses ingredientes. A resposta foi simples e prática como eu precisava: “Simples, faz esse frango com esses legumes”. Tipo, dãããã. Rs. Esse prato eu denominei de “Frango colorido”.

Quanto mais colorido for o prato da criança, mais rico nutritivamente falando ele será. Só nessa receita que irei passar para vocês temos as cores: do frango (Não sei que cor, que tal bege? De qualquer forma é proteína), o amarelo da batata, o laranja da cenoura (que já aprendi ser o famoso betacaroteno, super importante para a visão por exemplo), o vermelho do tomate, o pimentão e as hortelãs verdes, que entraram muito mais como tempero, mas que conta para o resultado de cores final.

Segue foto:

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Modo de preparo:

01 – Refogue em uma panela os seguintes ingredientes picados: cebola, pimentão, tomate e hortelã, preferencialmente com óleo de girassol. Se não tiver use qualquer outro óleo. O importante é a comidinha caseira feita com amor para o seu filho(a).

02 – Acrescente a cenoura e a batata descascadas e picadas (mas você pode usar os legumes de sua preferência).

03 – Acrescente o frango desfiado e misture bem todos os componentes na panela.

04 – Acrescente um pouco de água e sal e espere que a mistura seque em fogo baixo (se quiser deixar um caldinho, ficar atenta para a água não secar toda).

E PRONTO! Em uma média de 15 a 20 minutos. Prático, rápido e fácil. E seu filho nutritivamente bem alimentado.

Na última foto, com o pratinho dele já pronto, eu acrescentei um macarrãozinho que já tinha sido feito a parte.

Gostaria de ressaltar que se você não tiver todos os ingredientes em casa, pode-se fazer de qualquer jeito. Improvisação e criatividade na cozinha é fundamental. No caso desse prato eu simplesmente abri a geladeira e vi o que tinha dentro para fazer uma comidinha boa para o meu filho. O importante desse prato é a ideia do que se pode fazer em momentos que você não tem muitas opções.

Um beijo para todos! E os comentários são muito bem vindos 😉 quem quiser inclusive me indicar um prato diferente, não deixe de me escrever!

Sobre a primeira temporada da série #jessicajones

Boa tarde!

Ultimamente tenho escrito muito na categoria “Artes”. Acho que é fase. Tem momentos que estamos mais inclinados para algumas coisas e não tanto para outras. Quem tiver alguma sugestão de assunto para qualquer uma de nossas categorias é só deixar um comentário.

Como vocês bem sabem, eu só faço meus comentários depois que assisto (no caso de série), ouço (no caso de música), faço receita (no caso de culinária), para poder passar minha percepção pessoal para vocês, mesmo que seja algo que já esteja bombando de opiniões na internet.

Antes de prosseguir a leitura, aviso que pode ter algum spoiler! Se for o caso, assista e depois leia 🙂 sugestão.

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Terminei de assistir a primeira temporada da nova série pipoca do netflix, Jessica Jones. Só posso dizer que AMEI, ADOREI, ACHEI SENSACIONAL! HAHAHA. Tinha comentado na fanpage de “Letras, Artes e Panelas” que eu achava que iria detestar por ser  da Marvel. Não gosto muito dos super heróis fantasiados que voam e que tem poderes inimagináveis. Eu prefiro heróis de carne e osso, mais aproximados de nós. E creio que a Jessica Jones é isso. Uma mulher de fibra, forte, com alguns super poderes, é verdade, mas que sangra, é humana.

Jessica é uma investigadora pessoal que tem um passado que a assombra e que tenta esquecer, por meio de bebida e de isolamento. Seu sucesso na profissão tem muito a ver com as potencialidades que ela não se preocupa muito em esconder, que basicamente é ser muito, muito, muito forte e dar saltos razoáveis. Como os EUA estão acostumados aos Vingadores, por exemplo, essas características passam meio despercebidas e ela consegue levar uma vida relativamente normal. Entretanto, o caso de desaparecimento de uma menina, Hope Shlottman, a faz ficar frente a frente com um homem que lhe causou muitos traumas. É o vilão da série, Kevin, mais conhecido como Kilgrave, que tem o incrível poder de controlar a mente das pessoas.

Temos três personagens secundários muito bons: sua melhor amiga e irmã de consideração Trish Walker, o “par romântico” de Jessica, que também carrega alguns poderes, Luke Cage; e o policial Simpson, que ganha dimensão e espaço no decorrer dos episódios.

Outros personagens como Malcoml, o vizinho de Jessica e a advogada Jeri Horgarth também tem muita importância para a série, mas não irei me delongar muito por que o objetivo não é entregar todo o ouro para vocês, mas sim deixa-los curiosos para assistir. rs

Destaque para o vilão, que além de ter um excelente ator interpretando, também tem um poder que vamos combinar, é a meu ver MUITO MAIS interessante do que os dos outros vilões que vemos por ai. É um poder que se cai nas mãos de 99% das pessoas dessa humanidade escrota, ferrou. Inevitavelmente vai ser usado para o mal. Imagina, você ter todas as suas vontades atendidas com uma simples ordem pronunciada por você? Pois é. Chegou um momento que eu me perguntei se não seria necessário TODOS os Vingadores para acabarem com esse sujeito. RS

Acho que o diferencial de Jessica Jones é a forma como a série é apresentada, que pode agradar inclusive pessoas do público que não curtem tanto os super heróis como eu. Foi uma grande sacada. Além de Jessica ser absolutamente encantadora mesmo sendo chata, difícil, teimosa, voluntariosa e orgulhosa (minha percepção). É praticamente impossível não se envolver e não torcer por ela. Debaixo daquela pose de durona tem uma pessoa com um grande coração.

Outra coisa que me agradou foram os dramas pessoais desenvolvidos em paralelo à história principal. Muito bem montados, enredados e complexos. E como eu adoro um drama, já viram né? rs. Além disso os personagens secundários tem também suas histórias particulares. É uma série bem rica.

Gostaria de acrescentar a opinião de uma amiga minha (como não pedi permissão para divulgar o nome, vou deixar como amiga mesmo), que Jessica não corresponde ao esteriótipo sexualizado das demais heroínas, como Mulher Maravilha, Mulher Gato e Viúva Negra, o que eu super concordo e que dá mais veracidade para a história.

Após uma rápida pesquisa no google… rs

ELENCO PRINCIPAL: 

Jessica Jones – Krysten Ritter.

Kilgrave: David Tennant.

Luke Cage: Mike Colter.

Jeri Hogarth: Carrie-Ane Moss

Malcoml: Eka Darville

Will Simpson: Wil Traval

Série criada por: Melissa Roserberg.

Agora é esperar ANSIOSAMENTE pela segunda temporada e que ela corresponda com as expectativas que a primeira temporada deixou.

E aí? Vocês gostaram? Querem deixar alguma opinião, comentário ou impressão? Me escreve aí 😉

 

 

Sobre o grupo #lancheirasaudavel e o auxílio na alimentação saudável do meu filho.

Olá para todos!

Como já tinha comentado anteriormente, não abandonei o blog, só estou com dificuldades de administrar meu tempo, agora que voltei as aulas na faculdade. Apesar do tempo limitado, estou sempre pensando em trazer alguma informação, dica e questões legais para vocês.

Hoje vou falar sobre um grupo que foi muito inspirador e que ainda me auxilia na construção do tipo de alimentação que dou e que pretendo prosseguir com meu filho.

Quando meu filho começou a introdução alimentar (para mais informações, segue o link (https://letrasartesepanelas.wordpress.com/?s=introdu%C3%A7%C3%A3o+alimentar), eu tive um interesse renovado por aprender a cozinhar (e eu mal fritava um ovo), senti essa necessidade, essa vontade. Queria que meu filho tivesse uma gama de nutrientes diversos, que possibilitassem o seu melhor desenvolvimento. Ao pesquisar mais e mais sobre o assunto, entendi uma coisa fundamental: a alimentação saudável é a construção de um hábito e pode sim, ser muito gostosa. É só abrir a mente para novas possibilidades. Comecei a rever inclusive a minha alimentação, pois não adiantava nada querer que meu filho se alimentasse bem se eu não fizesse o mesmo.

Dessa forma, pelos meus cliques nas redes sociais, descobri o grupo Lancheira Saudável e pedi autorização. Lá encontrei uma grande variedade de informações, receitas e discussões valiosas entre mães (e uns poucos pais), preocupados com a saúde dos filhos via alimentação. Aprendi a como cozinhar verduras e legumes de forma mais saborosa e apresentável para adultos e crianças, a relativizar algumas percepções (afinal, o que é saudável para um, não necessariamente é para outro), a dar muito valor ao natural e menos aos industrializados. Meu filho nunca tomou um danoninho, suco de caixinha ou geléia de mocotó, pois aprendi que não preciso dessas opções cheias de açúcar e corante, se posso oferecer ao meu filho outras opções. Sabiam que uma maçã é mais barata? Pois é! E ele adora. Antes que alguma mãe ou pai diga que estou sendo “radical”, digo que em situações que não representem o cotidiano, o Francisco pode vir a consumir esses alimentos, só não quero que ele se vicie em açúcar cedo demais como aconteceu comigo. Ele pode ter outras possibilidades.

Além disso, agora o grupo também tem uma página no facebook: https://www.facebook.com/lancheirasaudavel1/?fref=photo

Curtam! Vocês vão gostar! E peçam autorização no grupo, é só jogar no face rs.

Continuando…

Alimentação saudável não precisa ser cara e custosa se você valorizar frutas, legumes e verduras, carnes, leguminosas entre outros…claro, se você quiser variar e fazer um bolo integral de banana com cacau em pó, você precisará de algumas opções de ingredientes mais caras, mas isso não representa o dia-a-dia.

Tendo em vista tudo isso, pedi para a idealizadora do grupo, Camila Veronese uma entrevista rápida, para vocês conhecerem um pouco mais sobre o grupo e sobre a importância da Alimentação Saudável. Gostaria de agradecer muito a disponibilidade da Camila e também de outras mães que se ofereceram para responder as perguntas. Infelizmente não tive tempo hábil para a inclusão de outros relatos e achei que o post ficaria muito grande. De qualquer forma, o espaço do blog está aberto para uma nova conversa sobre o assunto. Quem quiser deixar um relato sobre como a alimentação saudável mudou ou não sua concepção de vida, deixe um comentário ou mande um e-mail para: letrasartesepanelas@gmail.com que irei ler e considerar com o maior carinho!

Segue a entrevista na íntegra:

01 – Você e sua irmã Fernanda Veronese são moderadoras desse grupo atualmente. Vocês são também as fundadoras e idealizadoras? Como surgiu a vontade de criar o grupo?
Sou criadora, idealizadora e moderadora do grupo rsrsrs. Minha irmã entrou para me ajudar a organizar o grupo. A ideia surgiu, pois, comecei a tirar fotos e divulgar a lancheira da minha filha na minha pagina do facebook. Primeiro pensei em criar um grupo no whats app só com os amigos, mas, achei que um grupo no facebook seria uma forma mais interessante de trocar ideias para montar uma lancheira saudável e nutritiva. É muito difícil você ter ideias para montar um lancheira diariamente, pensei que um grupo varias pessoas poderiam divulgar suas lancheiras e assim teriamos mais ideias, receitas e informações.
02 – Como é moderar um grupo com diversas mães que tem algumas vezes opiniões divergentes? Qual o critério utilizado? 
Cuidar de um grupo com 15 mil membros não é fácil, lidamos com pessoas muito diferentes, opniões diferentes e formas diferentes de falar. O Sucesso do grupo vem da forma como ele é administrado, não permitimos publicações que fogem do tema do grupo, as vezes publicam coisas muito interessantes, mas excluímos para que o foco não seja perdido. Quando existe uma publicação que só vai gerar polêmicas e não vai ajudar, também é excluida. Prezamos a boa educação, temos que entender que o grupo é formado por mães que buscam o melhor para seus filhos, não estamos aqui para julgar e nem para dizer o que é certo ou errado, somente um profissional da saúde pode dizer o que é certo ou errado, isso que tentamos mostrar o tempo todo. O Objetivo do grupo é a troca de receitas, dicas e informações.
03 – O que a alimentação saudável mudou na sua vida e na vida da sua família? 
Mudou tudo, eu comia muito mal, com a gravidez  aprendi a me alimentar melhor, procurei uma nutricionista e fiz uma reeducação alimentar, hoje procuro comer o mais saudável possível, ainda tenho vícios, se eu tiver vontade de comer uma besteira eu como, mas hoje entendo que uma alimentação saudável e equilibrada é importante para a saúde. O meu marido também gosta, ele também come super bem e me incentiva muito nessa busca.
04 – Sua filha recebe uma alimentação mais saudável desde o início de sua vida, ou foi uma transformação? 
A alimentação da minha filha é saudável desde a barriga. Quando gravida, procurei uma nutricionista para fazer uma dieta balanceada para ela receber todos os nutrientes necessários e aprender a comer.
05 – Quais são as suas expectativas em relação a essa nova conscientização de alimentação saudável, começando pela infância? Você acha que os pais estão mais conscientes da importância da alimentação saudável ou isso ainda é restrito a um grupo? 
Acho que as pessoas precisam mudar muito ainda, hoje se você não da besteiras para sua filha, você é criticada, infelizmente o bonito é dar balas, pirulitos, refrigerante etc.. ouço e ouvi muito a mesma frase : coitada da Maya, ela não é feliz, não come comida de criança, deixa essa menina ser criança… Minha filha é super feliz, açúcar não é sinônimo de felicidade para ninguém. Muitas pessoas estão mais conscientes, porém acho que ainda precisa mudar mudar muito, até no grupo tem pessoas que chamam outras de “radicais” porque são mais rigorosas na alimentação. As pessoas precisam pesquisar mais, precisam entender que certos alimentos não são nada benéficos para a saúde das crianças. Sempre digo, minha filha é meu maior amor, por que tenho que dar alimentos que só farão mal a ela ? Alimentação saudável é questão de saúde. Precisamos mudar essa visão, vejo crianças da idade da minha filha, dois anos, comendo  esses biscoitos de pacotes ( salgadinhos de milho) e refrigerante, o que isso vai trazer de beneficio para essas crianças? Infelizmente muitas pessoas ainda não entenderam que o que se aprende comer na infância será o que vai levar para a vida adulta. Que tal comer frutas, verduras e legumes ? rsrsr
Foto tirada por Bruna Bonfeld.

Sobre “A esperança Parte I” – Franquia “Jogos Vorazes” #sessãopipoca

Bom dia!

Hoje eu volto com mais #sessãopipoca em Artes no meu e no seu blog, Letras, Artes e Panelas.

Antes de iniciar meu comentário sobre o filme em questão, gostaria de dizer que em algum momento vamos tratar da série como um todo em Letras, por que a abordagem e algumas especificidades diferem do livro para o filme. Entretanto, resolvi ir na onda da expectativa para o último filme de Jogos Vorazes, “A esperança O Final”, que estréia essa semana nos cinemas brasileiros.

Bem, no final de semana que passou eu assisti com meu marido o último filme lançado, protagonizado por Katniss Everdeen, interpretada pela linda, maravilhosa, incrível, sensacional Jennifer Lawrencer. Minha opinião é que os filmes não seriam os mesmos sem a participação dessa talentosíssima atriz. A personalidade que ela confere à personagem é autêntica e eu não consigo ler o livro sem imaginar Lawrencer. “Eu me voluntario como tributo!”. Os produtores acertaram em cheio escolhendo-a, pois para mim não teria atriz melhor para o papel.

Nesse filme Katniss está vivenciando, ao meu ver, um dos momentos mais dramáticos de sua história na série. Após o final impreciso e catastrófico dos últimos jogos, o Massacre Quartenário, Katniss é resgatada da Arena para cumprir um papel na Revolução contra a Capital comandada pelo Distrito, tido até então como aniquilado. O Distrito 13. Ela se vê obrigada a exercer um papel político central, no qual assume oficialmente a posição de “Tordo”, que será a cara da Revolução. Quando digo “obrigada”, quero dizer “sem escolha”, diante das circunstâncias. Ao mesmo tempo ela precisa lidar com suas angustias emocionais, traumas de guerra e com o medo constante que a ausência de Peeta (Josh Hutcherson) representa.

Por motivos que o spoiller não me permite revelar, a relação entre Katniss e sua irmã Prim (Willow Shields), tão afetada pelos Jogos Vorazes, ganha renovada importância tanto nos livros, como nesse filme especificamente.

O Distrito 13, que até então não tinha representação nos filmes anteriores, é muito bem desenhado, tanto na sua estrutura, como no seu funcionamento. A presidente Coin, interpretada pela também excelente Julianne Moore, faz com que a gente entre de vez nos papéis políticos que  que a história deseja transmitir.

O que eu mais senti falta no filme e que eu acho muito importante para história em termos gerais, foi da demonstração da amizade especial e íntima que Katniss desenvolve com Finick Odair (Sam Claflin). Ambos passaram por situações terríveis nos Jogos, ambos perderam para a Capital, pelo menos momentaneamente, seus entes amados. No caso de Katniss, Peeta e no caso de Finick, Annie Cresta (Stef Dawson). Ou seja, eles são muito identificados em suas tragédias pessoais. Além disso, achei que o filme poderia ter explorado mais o potencial artístico de Sam Claflin.

Concordo que o filme também não abordou de forma mais concreta a reaproximação de Katniss e Gale (Liam Hemwsworth), mas acho que a atuação do ator não colabora. Oh yes, o irmão mais novo do Thor. Rs.

Em contrapartida, na minha opinião, o ponto auge do filme é o primeiro discurso espontâneo de Katniss, após a sua primeira incursão em campo (como podem ter pessoas que ainda irão assistir o filme, não descreverei melhor essa cena). Lembro que quando revi essa cena fiquei até arrepiada.

Para mim esse é o filme mais maduro da saga, apesar de eu gostar de absolutamente todos. Sou fã da série e ela vai ser figurinha repetida aqui no blog.

Estamos todos na expectativa para um excelente filme de “A Esperança – O final” – que eu verei com muita felicidade e tristeza nos cinemas. Rs.

“Lembre quem é o verdadeiro inimigo”.